Cavalos e Suas Origens: Caspian — O Pequeno Cavalo da Pérsia Antiga que Quase Desapareceu duas Vezes

O cavalo Caspian foi redescoberto em 1965 no Irã após séculos considerado extinto. Uma das raças mais raras do mundo com menos de 1.000 animais fora do Irã.

Cavalos e Suas Origens: Caspian — O Pequeno Cavalo da Pérsia Antiga que Quase Desapareceu duas Vezes
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Em 1965, Louise Firouz estava percorrendo as ruas de Amol, cidade costeira no norte do Irã, quando viu um pequeno garanhão escuro puxando um carro pesado. Algo naquele animal não combinava com o trabalho que fazia. Ela o comprou na hora. O que havia encontrado era uma raça que os especialistas acreditavam extinta há séculos — e que ela passaria o resto da vida tentando salvar.
3.400 a.C.Restos arqueológicos mais antigos
1965Ano da redescoberta
<1.000Animais fora do Irã
O Cavalo Caspian, em inglês Caspian horse, oficialmente chamado de Firouz-Caspian Horse pelo Equus Survival Trust em homenagem à sua redescobridora, é uma raça equina iraniana de pequeno porte originária das montanhas do norte do Irã. Nos vilarejos da região, antes da redescoberta, era chamado de Mouleki ou Pouseki. Considerado pelos especialistas possivelmente ligado às origens das raças de sangue quente modernas, foi redescoberto em 1965 pela cavaleira americana Louise Firouz após séculos considerado extinto.¹ ⁴ ⁶

Com menos de 1.000 animais em reprodução fora do Irã, é uma das raças mais raras do mundo. No próprio Irã é considerado tesouro nacional.¹ ³

Uma presença que vem da Pérsia Antiga

Pequenos cavalos refinados aparecem na arte e nos artefatos persas desde pelo menos 3.000 a.C. Três documentos arqueológicos apontam nessa direção.⁴

O selo trilingue do Rei Dário, o Grande, governante do Império Aquemênida persa que reinou entre 522 e 486 a.C., mostra o rei montando um cavalo tão pequeno que seus pés quase tocam o chão.

A frisa da escadaria do Palácio de Persépolis, a capital cerimonial do Império Persa construída a partir de 518 a.C. e localizada no atual Irã, retrata numerosos cavalos pequenos puxando carros.

O Tesouro Oxus, uma coleção de objetos de ouro e prata do período aquemênida encontrada no rio Oxus, na atual Ásia Central, inclui uma miniatura de carro puxado por cavalos de porte diminuto. Neil MacGregor, ex-diretor do Museu Britânico, descreveu esse objeto como o equivalente de uma Ferrari da Antiguidade: construído para velocidade e prestígio, não para carga.⁴

A confirmação arqueológica mais recente veio em 2011: restos ósseos de um pequeno cavalo datados de 3.400 a.C. foram encontrados em Gohar Tappeh, município de Mazandaran, no norte do Irã. Arqueozoólogos, especialistas em restos animais de sítios arqueológicos, identificaram semelhanças entre esse esqueleto e o Caspian moderno.⁴
Hipótese, não certezaA arte persa sugere semelhança entre esses animais antigos e o Caspian moderno, mas a relação direta ainda é objeto de estudo. Estudos genéticos coordenados pelo Dr. Gus Cothran, da Universidade de Kentucky, colocam o Caspian e o Turcomano, raça equina da Ásia Central, em posição ancestral em relação às raças orientais pesquisadas. Um estudo publicado no PLOS One em 2013, usando SNPs, marcadores de variação no DNA usados para comparar populações, de 814 cavalos de 36 raças, identificou que Árabe, Akhal-Teke e Caspian formam um clado, um grupo com ancestral comum, geneticamente distinto das demais raças. A hipótese de ancestralidade é bem fundamentada. Não é uma certeza.

Louise Firouz e a redescoberta

Louise Laylin era americana. Em 1957, mudou-se para o Irã com seu marido Narcy Firouz, um aristocrata iraniano, onde ensinavam equitação em Teerã. Um problema prático os levou ao norte do país: precisavam de montarias pequenas e de temperamento equilibrado para as crianças que instruíam.³ ⁶

Havia rumores de pequenos cavalos nas aldeias remotas da região de Elburz, a cordilheira que separa o planalto iraniano do Mar Cáspio, no norte do país. Em 1965, foram verificar. Os rumores eram verdadeiros.

Com média de altura em torno de 117 cm, os animais que encontraram tinham o porte, a ação e a estrutura de um cavalo refinado, não de um pônei de trabalho. Garanhões eram montados por crianças de cinco anos. Louise batizou a raça de Caspian, em referência ao Mar Cáspio próximo à região, e junto com Narcy estabeleceu um centro de reprodução em Norouzabad, aldeia no norte do Irã.³ ⁶

Entre 1965 e 1970, sete éguas e seis garanhões com características Caspian foram identificados e usados para reprodução. Esse núcleo de treze animais é o fundador de toda a população atual fora do Irã.⁶

Cavalo ou pônei?

Pelo tamanho, entre 90 e 127 cm, a classificação imediata seria pônei. Mas os criadores e os estudos estruturais são consistentes: o Caspian é um cavalo, não um pônei.¹ ³

A diferença não é apenas semântica. Cavalos e pôneis têm proporções estruturais distintas, independentemente do tamanho: na relação entre membros e corpo, na conformação da cabeça, na forma geral do tronco. O Caspian tem membros longos em relação ao corpo, osso denso e plano, cabeça refinada com testa abaulada. Tudo proporcional como num cavalo, só que menor.

Uma observação documentada em Norouzabad reforça essa distinção: a maior parte da altura do Caspian é atingida nos primeiros seis meses de vida, com crescimento mínimo depois disso. A maturidade sexual ocorre por volta dos 18 meses, o que é precocidade incomum entre cavalos. Pôneis tendem a crescer de forma mais gradual e por mais tempo.

Como é o Caspian

Os ossos parietais do crânio, que formam a parte superior e lateral da cabeça, geralmente não formam uma crista no Caspian, permanecendo abertos até a crista occipital, na base do crânio. Esse traço é incomum entre raças equinas e é usado como critério de identificação da raça.¹
Altura90 a 127 cm na cernelha, a altura medida do chão até o ponto mais alto das costas. Média documentada de aproximadamente 120 cm. Apesar do porte, as proporções são de cavalo, não de pônei.
CabeçaCurta e refinada, com testa larga e abaulada — característica rara entre raças equinas. Olhos grandes, amendoados e escuros. Narinas largas posicionadas baixo no focinho. Orelhas curtas com as pontas curvadas para dentro, outro traço único da raça.
Membros e cascosMembros finos com osso denso — combinação que parece contraditória mas é uma das marcas da raça. Cascos ovais com parede e sola muito resistentes. Frequentemente mantidos sem ferradura.
PelagemTodas as cores são aceitas, exceto malhado. A pelagem é sedosa, frequentemente com brilho iridescente no verão. Tordilhos, animais de pelagem cinza, passam por várias tonalidades antes de ficarem quase brancos na maturidade.
Crina e caudaSedosas e fartas, características que contribuem para a aparência refinada da raça.
CrescimentoA maior parte da altura é atingida nos primeiros seis meses de vida. Maturidade sexual por volta dos 18 meses, precocidade incomum entre cavalos.
TemperamentoInteligente e dócil. Descrito pelas fontes primárias como mais próximo do temperamento do Árabe do que das raças nativas britânicas. Adequado para crianças e cavaleiros iniciantes quando bem socializado.

Revolução, guerra e lobos

Após a redescoberta, Louise exportou cuidadosamente pequenos grupos para criar populações fora do Irã. Em 1971, durante a Celebração do Trono do Pavão, cerimônia organizada pelo Xá Mohammad Reza Pahlavi para marcar 2.500 anos do Império Persa, uma égua e um garanhão foram presenteados ao Príncipe Filipe do Reino Unido.³

Os dois animais ficaram dois anos em quarentena na Hungria antes de entrar no Reino Unido. Uma potranca nasceu durante a quarentena. Esse grupo de três animais foi o ponto de partida da criação britânica.

Em 1976, dois eventos atingiram o rebanho do Irã simultaneamente. Duas das melhores éguas e um potro foram mortos por lobos nas montanhas de Elburz. E a situação política no país deteriorava rapidamente antes da Revolução Iraniana de 1979.

Louise organizou uma transferência de emergência de sete éguas e um garanhão para o Reino Unido antes da revolução.

A Revolução Iraniana de 1979 derrubou o governo do Xá e estabeleceu a República Islâmica do Irã. A Sociedade Real de Cavalos do Irã havia comprado o restante do rebanho Caspian, mas o patrocínio real acabou sendo desastroso: com a queda do governo, o rebanho foi confiscado, reduzido pela falta de recursos e vendido em grande parte para abate. Com a proibição de manter mais de um cavalo, os Caspians restantes foram soltos e acabaram sendo usados no esforço de guerra contra o Iraque durante a Guerra Irã-Iraque (1980–1988).³

Ao final da guerra, Louise encontrou alguns Caspians sobreviventes num galpão com mais de 1.000 animais repatriados. Esses animais formaram a base de um novo rebanho no Irã.

O resgate no Reino Unido

Com o Irã fechado para exportações durante a revolução e a guerra, a sobrevivência da raça dependia dos animais que haviam chegado ao Reino Unido. O trabalho foi conduzido por Elizabeth Webster, sua mãe Stephanie Jenvey e o sócio Arthur Griffin, sob o prefixo de criação "Hopstone".² ³

Os três fundaram o British Caspian Trust e publicaram o International Caspian Stud Book, o registro genealógico internacional da raça.

O problema imediato era a consanguinidade, o cruzamento entre animais aparentados que ocorre quando o número de fundadores é muito pequeno e reduz a diversidade genética da população. Com apenas alguns garanhões e éguas fundadores, qualquer acasalamento sem planejamento criaria parentesco próximo em poucas gerações.

A solução foi um sistema de cruzamentos rotativos desenvolvido por Lawrence Alderson, pesquisador do Rare Breeds Survival Trust, a organização britânica de preservação de raças domésticas ameaçadas. Cada égua fundadora era cruzada com um garanhão fundador diferente em sequência, de forma rotativa, maximizando a diversidade genética dentro do grupo disponível.³

Em 1994, uma remessa de sete Caspians saiu do Irã, introduzindo sangue novo na população britânica. No mesmo período, criadores americanos se interessaram pela raça e praticamente todos os animais britânicos e australianos com menos de dois anos, entre 1994 e 1997, foram vendidos aos Estados Unidos.

Em 1998, uma remessa foi exportada para a Escandinávia.

Narcy Firouz faleceu em 1994. Louise continuou trabalhando no Irã até sua morte em 2008. Pouco depois, uma cerimônia foi realizada em sua homenagem com anciãos Turcomanos, o povo nômade da Ásia Central. Foi a primeira vez na história em que tal honra foi concedida a uma mulher.³

Onde o Caspian está hoje

O número de animais em reprodução fora do Irã é estimado em menos de 1.000, variando por ano e por fonte. No Irã, o Persicus Farm, haras nacional fundado por Louise Firouz, ainda é mantido pelo governo. Pequenos grupos ferais, animais que vivem sem manejo humano direto, ainda são encontrados nas montanhas de Elburz.¹ ³
Presença registrada
IrãPaís de origem. Persicus Farm, haras nacional fundado por Louise Firouz, mantido pelo governo. Tesouro nacional. Grupos ferais nas montanhas de Elburz.
Reino UnidoMaior contingente fora do Irã. British Caspian Trust e International Caspian Stud Book. Criação iniciada com o grupo presenteado ao Príncipe Filipe em 1971.
Estados UnidosCrescimento significativo nos anos 1990, quando a maioria dos animais jovens britânicos e australianos foi vendida para criadores americanos.
Austrália e N. ZelândiaCriação estabelecida, com parte dos animais vendida para os Estados Unidos nos anos 1990.
Noruega e SuéciaCriação iniciada com a remessa exportada em 1998.
A International Caspian Society coordena as sociedades regionais em todos esses países. Cruzamentos com Árabes e Puro Sangue Inglês são usados para aumentar a estatura sem perder as características essenciais. Cruzamentos com raças nativas britânicas, como o Dartmoor, o New Forest e o Welsh, também têm produzido animais que herdam o atletismo e o temperamento do Caspian.¹

Curiosidades

O bebê nascido na quarentenaQuando a égua e o garanhão presenteados ao Príncipe Filipe em 1971 foram enviados ao Reino Unido, as regras de saúde animal exigiram dois anos de quarentena na Hungria. A égua chegou prenhe. A potranca nascida durante a quarentena húngara foi o primeiro Caspian nascido fora do Irã e integrou o grupo fundador da criação britânica. Sem a quarentena, esse animal não existiria — e a população britânica teria começado com dois animais, não três.
A raça que o governo iraniano quase extinguiu duas vezesO Caspian quase desapareceu antes de Louise Firouz — séculos de anonimato nas aldeias do norte. E quase desapareceu de novo depois dela: o rebanho confiscado pela Revolução Iraniana foi reduzido pela fome e vendido para abate. Os sobreviventes foram usados na guerra contra o Iraque. No final, o que salvou a raça foi o fato de Louise ter exportado animais antes da revolução. A criação britânica sobreviveu ao colapso iraniano.
Os ossos parietais que não fechamNo Caspian, os ossos parietais, que formam a parte superior e lateral da cabeça, frequentemente permanecem sem formar uma crista até a crista occipital, na base do crânio. Esse traço é incomum entre raças equinas documentadas e é usado como critério de identificação da raça. A testa abaulada característica do Caspian pode estar relacionada a essa conformação óssea.
O Ferrari da AntiguidadeNo Tesouro Oxus, coleção de artefatos persas do período aquemênida hoje no Museu Britânico, há uma miniatura de carro puxado por cavalos minúsculos. Neil MacGregor, ex-diretor do Museu Britânico, descreveu esse objeto como o equivalente de uma Ferrari da Antiguidade. O argumento: era construído para velocidade e prestígio, não para carga — e os cavalos representados têm as proporções do Caspian moderno.
A honra que nunca havia sido dada a uma mulherApós a morte de Louise Firouz em 2008, uma cerimônia foi realizada em sua homenagem com anciãos Turcomanos no Irã. Os Turcomanos são um povo nômade da Ásia Central com tradição equestre milenar. A cerimônia que organizaram em homenagem a Louise foi, segundo os registros da International Caspian Society, a primeira vez na história em que essa honra foi concedida a uma mulher.
Seis meses para crescer, décadas para ser reconhecidoO Caspian atinge a maior parte de sua altura nos primeiros seis meses de vida. Depois disso, o crescimento é mínimo. Maturidade sexual ocorre por volta dos 18 meses, precocidade incomum entre cavalos. As fontes descrevem essa característica como possivelmente ligada à origem primitiva da raça.

Ficha técnica

NomeCavalo Caspian / Caspian horse
Nome oficial (EST)Firouz-Caspian Horse — em homenagem a Louise Firouz
Nome local históricoMouleki / Pouseki (vilarejos do norte do Irã)
OrigemMontanhas do norte do Irã, região de Elburz e Mar Cáspio
Redescoberta1965, por Louise Firouz, em Amol, norte do Irã
Núcleo fundador7 éguas e 6 garanhões identificados em Norouzabad (1965–1970)
Altura90 a 127 cm na cernelha. Média documentada: ~120 cm
Pelagens aceitasTodas, exceto malhado
ClassificaçãoCavalo, não pônei (proporções estruturais de cavalo)
Maturidade sexual~18 meses (precocidade incomum entre cavalos)
StatusCriticamente ameaçado. Menos de 1.000 animais em reprodução fora do Irã
Stud bookInternational Caspian Stud Book, publicado pelo British Caspian Trust
CoordenaçãoInternational Caspian Society — Irã, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, EUA, Noruega e Suécia
AptidãoMontaria para crianças, atrelagem leve, salto, enduro, primeira montaria
O Caspian é adequado para crianças pequenas?

Sim, é uma das raças mais indicadas. Garanhões eram montados por crianças de cinco anos no Irã quando Louise os encontrou em 1965. Inteligente, dócil e de escala adequada, é considerado ideal como primeira montaria. Mais estreito que as raças nativas britânicas, com elegância e inteligência próximas ao Árabe.

O Caspian é um cavalo ou um pônei?

É classificado como cavalo, não pônei. Apesar do porte pequeno, entre 90 e 127 cm, tem proporções estruturais de cavalo: membros longos em relação ao corpo, cabeça refinada com testa abaulada e osso denso. Cavalos e pôneis têm proporções estruturais distintas independentemente do tamanho, e o Caspian tem todas as proporções de cavalo.

O Caspian realmente pode ser o ancestral das raças de sangue quente?

É uma hipótese bem fundamentada, não uma certeza. Estudos genéticos do Dr. Gus Cothran colocam o Caspian e o Turcomano em posição ancestral em relação às raças orientais pesquisadas. Um estudo publicado no PLOS One em 2013, com 814 cavalos de 36 raças, identificou que Árabe, Akhal-Teke e Caspian formam um clado genético distinto. Os restos arqueológicos de Gohar Tappeh (3.400 a.C.) reforçam a hipótese. O debate científico continua.

Onde o Caspian existe hoje?

A International Caspian Society coordena sociedades no Irã, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Noruega e Suécia. O maior contingente fora do Irã está no Reino Unido. No Irã, o Persicus Farm, haras nacional fundado por Louise Firouz, ainda é mantido pelo governo. Pequenos grupos ferais ainda são encontrados nas montanhas de Elburz.

O Caspian pode ser criado no Brasil?

Não há registros documentados de criação no Brasil. A adaptabilidade da raça a diferentes climas é descrita nas fontes primárias, mas sem dados específicos sobre clima tropical. Importar um Caspian envolveria os processos de quarentena e certificação sanitária exigidos pelo Ministério da Agricultura para importação de equinos, além de localizar criadores dispostos a vender — o que, dado o número reduzido de animais, não é simples.

Qual a relação entre o Caspian e o Árabe?

Os dois compartilham uma posição genética próxima: o estudo do PLOS One de 2013, com 814 cavalos de 36 raças, identificou que Caspian, Árabe e Akhal-Teke formam um clado genético distinto das demais raças estudadas. Isso sugere ancestral comum, mas não significa que o Caspian é um Árabe menor. São raças independentes com histórias de seleção distintas. O Caspian é mais antigo como tipo documentado na arte persa, mas a relação evolutiva entre os dois ainda é objeto de pesquisa.

André Ferreira

André Ferreira

André é o responsável atual pela condução editorial e estratégica do Multicavalos, um portal voltado ao universo equestre. Entusiasta do ramo, André dedica-se ao estudo e à observação do setor, buscando compreender suas práticas, rotinas, desafios e evoluções.