Cavalos e Suas Origens: Gidran — A Raça Húngara que Quase Desapareceu do Mundo
O Gidran é uma raça húngara criada em Mezőhegyes desde 1816, com medalha olímpica em 1928. História de quase extinção e renascimento após o retorno ao haras.
O Gidran é uma raça húngara criada em Mezőhegyes desde 1816, com medalha olímpica em 1928. História de quase extinção e renascimento após o retorno ao haras.

Não há registros de exemplares puros no Brasil. A raça é extremamente rara mesmo na Europa, com a maioria concentrada na Hungria.
O Gidran é uma linhagem específica de Anglo-Árabe com genealogia documentada desde 1816, rastreável até Gidran Senior. Tem stud book fechado e exige pelagem exclusivamente alazã para registro. Um Anglo-Árabe comum pode ter qualquer combinação das duas raças, sem essas restrições.
Não. É um cavalo de sangue quente com energia e reatividade elevadas. Funciona bem com cavaleiros experientes que saibam trabalhar com consistência e paciência.
É uma afirmação do haras nacional húngaro de Szilvásvárad, mas não confirmada pelos registros olímpicos. O ouro no salto individual em Amsterdã 1928 foi para o Capitão František Ventura, da Tchecoslováquia, com o cavalo Eliot. Os húngaros afirmam que Eliot era de origem Gidran. A hipótese é plausível, já que a compra de cavalos húngaros por outros países era comum na época, mas não há confirmação documental disponível.
A escassez é tão grande que muitos criadores simplesmente não vendem seus animais, priorizando a reprodução. Quando negociados na Europa, exemplares registrados podem custar entre €5.000 e €30.000 ou mais, dependendo da linhagem e do treinamento.
A exigência foi consolidada ao longo das quatro fases de desenvolvimento da raça em Mezőhegyes, quando os criadores perceberam que os animais de pelagem alazã tinham conformação e desempenho superiores dentro do plantel. Com o tempo, a seleção por pelagem foi formalizada como critério de registro, tornando-se parte da identidade da raça.